A igreja de Esmirna era uma igreja local que ficava na Ásia Menor. Essa comunidade cristã é mencionada no livro do Apocalipse como uma das destinatárias das cartas que João escreveu de acordo com a mensagem do Senhor Jesus Cristo.
Esmirna era uma cidade importante e populosa no primeiro século, e era conhecida, principalmente, por sua beleza. A cidade era muito leal a Roma, a capital do Império Romano. Na cidade havia muitos judeus que provavelmente foram atraídos àquela cidade por seu forte comércio. A Igreja do Senhor Jesus também cresceu naquela cidade com a pregação do Evangelho.
A carta à igreja de Esmirna
A carta à igreja de Esmirna, assim como as demais carta do livro do Apocalipse, segue uma estrutura padrão. A carta começa com uma saudação da parte do Senhor Jesus Cristo ao anjo da igreja, seguida por uma autodesignação de Cristo. Depois vem o elogio do Senhor à igreja local, sua exortação enfatizando que a igreja deve ouvir o que o Espírito diz, e por última uma promessa relacionada à fidelidade da igreja.
A autodesignação de Cristo na carta à igreja de Esmirna é totalmente harmônica com o conteúdo da carta que descreve a situação enfrentada pelos crentes daquela cidade. Por isso Ele diz: “Esta é a mensagem daquele que é o Primeiro e o Último, que morreu e tornou a viver” (Apocalipse 2:8).
Como já foi dito, a igreja de Esmirna era muito perseguida. Então como diz William Hendriksen, somente Cristo, o vencedor da morte, o que vive eternamente, está apto a dizer nesta carta: “Sê fiel até a morte e dar-te-ei a coroa da vida” (Apocalipse 2:10)..
A promessa à igreja de Esmirna
A carta à igreja de Esmirna termina com a maravilhosa promessa: “O vencedor de modo algum sofrerá a segunda morte” (Apocalipse 2:11). Aqui nos lembramos de um ensino do Senhor Jesus: “Não tenham medo dos que matam o corpo, mas não podem matar a alma. Antes, tenham medo daquele que pode destruir tanto a alma como o corpo no inferno” (Mateus 10:28).
A vida dos crentes da cidade de Esmirna no primeiro século estava sempre por um fio. Diariamente alguns deles sofriam a primeira morte diante das feras ou diante do fogo. Como falamos, Policarpo foi um daqueles que sentiram o ardor das chamas inflamadas do fogo terreno por amor ao maravilhoso Evangelho de Cristo que conduz o pecador ao frescor da vida eterna na gloria celestial.
Então os crentes de Esmirna poderiam ter seus corpos destruídos por seus perseguidores, mas jamais eles seriam lançados, de corpo e alma, no lago de fogo no grande Dia do Senhor (cf. Apocalipse 20:14).
As palavras de Cristo na carta à igreja de Esmirna ainda são tão atuais quanto foram há quase dois mil anos. Elas têm confortado a Igreja fiel por todos esses anos, e assim continuará sendo até a vinda de nosso Senhor.